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4 formas de otimizar a partilha de PCs

Dada a presente situação do ensino à distancia (E@D), esta questão de maximizar e otimizar as potencialidades dos nossos computadores torna-se ainda mais relevante. Vamos começar pelo princípio, é necessário garantir que o computador que usamos tem o sistema operativo (Windows, Linux ou MAC) atualizado e backups. No mesmo sentido o antivírus e as aplicações (Windows, Mac ou Linux) que usamos também devem estar atualizadas. Há mecanismos nos sistemas operativos que tornam estas tarefas automáticas e devem estar ativos.

  • Contas únicas por utilizador
  • Sistemas Operativos portáteis (persistentes)
  • Computadores virtuais
  • Mini PC e Stick PC

Contas únicas por utilizador: na partilha computadores com outras pessoas é usual que alguém possa apagar ou editar ficheiros criados por nós, isto porque não há segregação (separação) das áreas de trabalho e aplicacionais. Para mitigar estas limitações devemos criar uma conta por cada utilizador, de forma a que o acesso a dados e aplicações seja restrito, e logo a integridade do nosso sistema seja salvaguardada.

  • O administrador do sistema deve instalar as aplicações necessárias para todos os utilizadores;
  • Eventuais erros no sistema operativo afetam todos os utilizadores;
  • Cada utilizador pode usar as suas contas de cloud (por ex. Google e Microsoft) de forma independente;
  • O processo é simples de implementar, ver vídeo seguinte,
Win10 Gestão de Utilizadores

Sistemas Operativos portáteis (persistentes): esta solução permite ter um sistema operativo numa simples e barata pen usb que guarda as alterações realizadas (persistência). Quando ligamos um computador podemos escolher arrancar dessa pen usb (normalmente F10, F2, F12, F1, ou DEL), por contraste ao disco rígido (arranque tradicional) e assim podemos ter um novo sistema operativo a funcionar.

win usb os pic
  • Sistemas por natureza muito “leves”, não precisam de usar muitos recursos computacionais (ex. Linuxlite, Porteus, Slax);
  • O sistema precisa de pelo menos 8 Gb de Pen usb, mas recomendamos 32 Gb ou 64 Gb para maior versatilidade;
  • É necessário, no mínimo, portos USB 2.0 (480Mbps) mas o ideal são USB 3.0 (4.8 Gbps). O uso de USB 3.0 tanto na Pen como no PC tem uma boa performance;
  • Este sistema USB pode ser cifrado e usar palavras chaves para invalidar o acesso à informação do disco em caso de perda;
  • Este sistemas permitem a independência total dos utilizadores.

Computadores virtuais: a partir de uma plataforma aplicacional, denominada hipervisor, podemos literalmente dividir os recursos de um PC como memória, CPU, disco, etc, e criar computadores virtuais. Hipervisores como o Oracle VirtualBox podem ser usados, sem custos, e permitem uma flexibilidade na criação de novos computadores e aplicações impressionantes.

VM stack pic
Máquinas Virtuais stack
  • Sistemas que são independentes do sistema PC onde operam. Tem identidade própria e a maior parte deste computador virtual é escrito num ficheiro;
  • O hipervisor gere o ciclo de vida dos computadores virtuais e garante o respetivo isolamento ao nível do hardware, kernel, sistema operativo e aplicacional;
  • O hipervisor permite por ex. criar backups ou exportar o computador virtual para outro PC que tenha outro hipervisor (portabilidade);
  • Há no mercado várias empresas com imagens prontas a serem lançadas nos hipervisores como por ex. a Bitnami;
  • Estes sistemas podem também ser cifrados e usar palavras chaves para invalidar o acesso à informação do PC virtual.
  • Há outros sistemas de virtualização (processos) mais flexíveis chamados contentores “containers” mas estão fora deste âmbito, devido à complexidade conceptual que envolvem.

Mini PC e Stick PC: estes equipamentos são muito versáteis devido ao seu reduzido tamanho e performance. Têm formatos do tipo Pen mas comportam todo o hardware para correr um sistema operativo como o Windows ou Linux, basta liga-los a uma TV ou monitor, usar uma porta usb para ligar teclado e rato e já está… criamos mais um computador em nossa casa.

Compute Stick Setup
Compute Stick preview
  • há no mercado várias opções para este tipo de equipamentos, com diversos processadores Intel e diversas configurações de hardware.
  • o versatilidade e o baixo custo destes stick ou mini PCs pode facilmente permitir ter mais recursos em casa, por ex. usando uma TV como monitor, um teclado e rato wireless.
  • Tem um baixo consumo energético e performance impressionantes usando processadores intel.

Espero que tenham gostado do artigo e se tiverem qualquer dúvida usem os comentários ou posts no nosso blog ou Linkedin 🙂

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Como testar o moodle “free”?

Se trabalha na área da formação ou do ensino, com certeza já ouviu falar do Moodle, e também já pensou em poderia testar esta plataforma num ambiente real e sem custos. O Moodle permite criar conteúdos estruturados em formato digital e desenvolver novos processos aprendizagem, recriando e enriquecendo a experiência do ensino e da formação.

Muitas escolas em Portugal e no mundo usam esta plataforma devido as suas inovadoras funcionalidades, por não ter custos de licenciamento e por ser um projeto de código aberto (open source). Esta plataforma está otimizada para o ensino à distancia (e-learning) e para o ensino híbrido ou misto (blended, b-learning).

O moodle.org tem um sistema completo demonstrativo (Mount Orange School) para avaliarmos e testarmos as suas funcionalidades.

Assim sendo, podemos aceder e testar esta plataforma sem qualquer custo e com o perfil que mais nos interessa usando o seguinte link ou clicando na imagem

Moodle demo
Moodle mount orange demo

Click no botão “Choose a role” (escolher perfil) e faça login no Moodle.

Nesta página pode escolher um perfil que quer usar o moodle. Os perfis são representativos do nosso papel, por ex. podemos ser professores, gestores, pais, alunos ou até gestores de Tecnologias de Informação.

Moodle escolha de perfil, demo

Como podem constatar, no canto inferior direito, há um contador que indica quando o sistema será todo recriado com os conteúdos originais.

Se quiser ir mais além, e explorar tutoriais pode fazê-lo em docs.moodle.org ou YouTube

Explore sem preocupação e divirta-se, a education-on.org está aqui para ajudar.

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The future of e-learning, 2016 survey, Deloitte

Este documento, the future of e-learning, 2016 survey (USA), mostra-nos o panorama do sistema de ensino e tendências tecnológicas no âmbito do sistema americano. Faz também referências importantes à visão e relação entre os principais atores do sistema, professores, encarregados de educação e alunos.

Se pretender ter acesso ao documento original em pdf pode fazer o download do mesmo para analise mais detalhada.

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RaspberryPi 4 – para a Educação?

RaspberryPi 4 na educação, atual aplicabilidade e custo

Vamos descrever neste artigo o estado atual do RaspberryPi 4 e a sua aplicabilidade à Educação e respetivo custo de aquisição.

O projeto nasceu com a fundação Inglesa, Raspberry Pi Foudation, e tinha como objetivo criar um computador que fosse barato e prático, para fomentar o uso da tecnologia para crianças em África. As primeiras unidades foram produzidas e vendidas em 2012 por 25 dólares e destinavam-se a suportar o ensino da programação e uso de folhas de cálculo e processadores de texto. Foram e continuam a ser um sucesso histórico.
ex. https://www.raspberrypi.org/blog/tag/africa/

Nos dias de hoje, as coisas mudaram muito e os novos RaspberryPi conseguem bons desempenhos para os aplicativos do nosso dia a dia como o processamento de texto, folhas de cálculo, “power points”, visualização de vídeo HD, music players ou media centers (streaming de vídeo).

As aplicações que genericamente usamos hoje em dia, são desenvolvidas para um determinado tipo de sistema operativo e processador. Por ex., não conseguimos ter aplicativos desenvolvidos para Windows a correr num Apple e vice versa. Neste sentido, acontece o mesmo com o RaspberryPi as aplicações precisam de ser desenvolvidas para o seu sistema operativo e tipo de processador, Raspian (debian) e Armv8 respetivamente. Nesta circunstancia especifica, só podemos usar o Zoom via navegador Internet, porque o Zoom não tem aplicativo para o Raspberry Pi (RPi).

Para quem continua interessado, vamos começar a construir o nosso RPi (compras em Portugal ou espaço Europeu à data):
Em primeiro lugar, como se trata de um computador de secretária (desktop), precisamos de um teclado, um rato e um monitor e webcam.
Os valores dos periféricos mencionados acima podem ter os seguintes valores:
 – Kit teclado e rato, 8 euros;
 – Monitores digitais de 19″/20″/22″/24″, entre os 60 a 80 eur;
 – webcam 720p/30fps (para vídeo conferencia) com micro custa cerca de 15 eur;
Estes valores são valores de venda ao público mas, por ex., para a sua aquisição na central de compras do estado, acessível aos governos locais (câmaras e juntas de freguesia), estes valores são significativamente mais baixos.
Total: intervalo entre os 83 eur e os 103 eur com IVA

Agora falta-nos o nosso RaspberryPi e acessórios:
 – Raspberry Pi 4 (escolhemos o 4Gb de memoria) custa 48.77eur + iva
(detalhe RPi: https://www.raspberrypi.org/products/raspberry-pi-4-model-b/specifications/?resellerType=education);
 – Caixa com proteção térmica passiva (para funcionar se qualquer barulho) cerca de 15 eur;
 – Fonte de alimentação, 8,5 eur;
 – Cabo micro-hdmi/hdmi, 5 eur;
 – Cartão microSD (class10) com 32 Gb, 10 eur;
Total: 98 eur

 E acabámos 🙂 … atenção que, a partir desta discriminação, apenas temos que selecionar o que precisamos. Por ex., se tiverem um monitor, rato e webcam em casa podem apenas adquirir/montar o RPi pelos 98 eur.

para mais informação Contacte-nos

That’s all it takes 🙂